"É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espirito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem passado pela vida."

Robert Nesta Marley


12/07/2010

DEPOIS DA COPA UMA REFLEXÃO: SE A INTOLERÂNCIA É CONSTRUÇÃO É POSSIVEL ENSINAR A TOLERAR

A intolerância, seja ela racial, religiosa, ou em virtude de uma opção sexual ou ideológica é uma construção social e histórica, cujas bases podem assentar-se no limiar da história da humanidade. A partir do momento em que os grupos humanos percebem-se diferentes e passam a atribuir juizo de valor às diferenças, classificando-as de maneira hierarquizada, surge aí um cenário fecundo para a intolerância.
Ao logo da história humana a reijeição pelo diferente, constituiu-se no deflagador de inúmeros exterminios, genocidios, dentre outras atrocidades cometidas em razão da crença de que certas caracteristicas apresentadas por um grupo constituem-se evidencia de sua superioridade ou de sua inefrioridade em relação aos demais. O Holocausto é um terrivel exemplo deste abominável tipo de comportamento.
Desta forma, torna-se preocupante que tais prática ainda se façam presentes nos dias atuais. Certamente, ocorrem de forma mais velada, mas não menos cruel.
Neste contexto, é possivel crer, que talvez os homens nunca aprendam a aceitar e conviver pacificamente com tão vasta diversidade na qual estamos imersos. Mas eventos esportivos de grandes dimensões como a Copa do Mundo, Olimpiadas, dentre outros, que congregam de modo harmonioso milhares de pessoas de diversas origens, culturas e ideologias, possibilitam renovar a esperança de que se a intolerncia, como já fora citado anteriormente, é uma construção social, e portanto, poderá ser "desconstruida".
O grande lider sul africano Nelson Mandela, afirmou em um de seus muitos discursos que "ninguem nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, pela sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Assim, constitui-se tarefa de cada individuo que se preocupa com o futuro da humanidade, possibilitar ao outro o exercicio da tolerancia, que resultará em novas formas de relações entre os seres humanos.