"É melhor atirar-se à luta em busca de dias melhores, mesmo correndo o risco de perder tudo, do que permanecer estático, como os pobres de espirito, que não lutam, mas também não vencem, que não conhecem a dor da derrota, nem a glória de ressurgir dos escombros. Esses pobres de espírito, ao final de sua jornada na Terra não agradecem a Deus por terem vivido, mas desculpam-se perante Ele, por terem passado pela vida."

Robert Nesta Marley


21/07/2010

PELO DIREITO DE NÃO VOTAR

A legalização do voto facultativo tem sido tema recorrente nas discussões acerca de questões como cidadania e democracia. Pode até parecer paradoxal, que após um histórico de lutas no Brasil em prol do direito ao voto para todos, as discussões pairem agora sobre a legitimidade de abster-se do voto, ou seja, deseja-se agora também o direito de não votar.
Tal inquietação assenta-se na defesa da idéia de que sendo um direito do cidadão, o voto não deve ser um ato obrigatório. Para os partidários desta concepção, a obrigatoriedade constitui-se num cerceamento do direito adquirido.
Por outro lado, as pessoas que são favoráveis à manutenção do voto obrigatório, afirma que sua abolição resultaria na redução da participação política. Nós Estados Unidos, onde o voto é facultativo, as abstenções chegam a 60%, enquanto no Brasil este índice é de apenas 15%.
Entretanto, faz-se necessário chamar atenção para o fato de que mais importante de que se chegar a um veredito acerca da viabilidade ou não do voto facultativo, é ter clareza e consciência do que o voto em si representa para os rumos que terá nossa sociedade e nossas vidas.

12/07/2010

DEPOIS DA COPA UMA REFLEXÃO: SE A INTOLERÂNCIA É CONSTRUÇÃO É POSSIVEL ENSINAR A TOLERAR

A intolerância, seja ela racial, religiosa, ou em virtude de uma opção sexual ou ideológica é uma construção social e histórica, cujas bases podem assentar-se no limiar da história da humanidade. A partir do momento em que os grupos humanos percebem-se diferentes e passam a atribuir juizo de valor às diferenças, classificando-as de maneira hierarquizada, surge aí um cenário fecundo para a intolerância.
Ao logo da história humana a reijeição pelo diferente, constituiu-se no deflagador de inúmeros exterminios, genocidios, dentre outras atrocidades cometidas em razão da crença de que certas caracteristicas apresentadas por um grupo constituem-se evidencia de sua superioridade ou de sua inefrioridade em relação aos demais. O Holocausto é um terrivel exemplo deste abominável tipo de comportamento.
Desta forma, torna-se preocupante que tais prática ainda se façam presentes nos dias atuais. Certamente, ocorrem de forma mais velada, mas não menos cruel.
Neste contexto, é possivel crer, que talvez os homens nunca aprendam a aceitar e conviver pacificamente com tão vasta diversidade na qual estamos imersos. Mas eventos esportivos de grandes dimensões como a Copa do Mundo, Olimpiadas, dentre outros, que congregam de modo harmonioso milhares de pessoas de diversas origens, culturas e ideologias, possibilitam renovar a esperança de que se a intolerncia, como já fora citado anteriormente, é uma construção social, e portanto, poderá ser "desconstruida".
O grande lider sul africano Nelson Mandela, afirmou em um de seus muitos discursos que "ninguem nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, pela sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se aprendem a odiar, podem ser ensinadas a amar."
Assim, constitui-se tarefa de cada individuo que se preocupa com o futuro da humanidade, possibilitar ao outro o exercicio da tolerancia, que resultará em novas formas de relações entre os seres humanos.

06/07/2010

Homem: condutor do próprio destino

A frase do grande educador brasileiro, Paulo Freire,"gosto de ser gente porque, inacabado sei que sou um ser condicionado, mas consciente do inacabamento sei que posso ir mais além dele" constitui-se no ponto de partida da presente reflexão
A afirmação de Freire chama a atenção para o fato de que, enquanto ser histórico, o homem é sujeito de sua existência e, portanto, não deve permanecer inerte aos acontecimentos que lhe afetam. Isso, não significa negar que o homem, que também é um ser social, não sofra influencias externas, oriundas do contexto no qual está inserido. No entanto, precisa ficar claro que os acontecimentos que recaem sobre ele não devem ser concebidos como fatalidades.
Freire nos conduz, ainda, a percebermos que nada daquilo que ora está posto é imutável, o processo de formação do individuo e da própria sociedade é dinâmico, constante e permanente.
O homem, portanto, vive numa eterna busca pela perfeição, pelo crescimento, pelo sucesso, os quais são responsabilidade de cada um. desta forma, se suas conquistas são, em grande medida, fruto de suas ações, seus infortúnios também serão.


Construam suas próprias histórias!!!