“Todos lemos à nós e ao mundo à nossa volta para vislumbrar o que somos e onde estamos. (...) Não podemos deixar de ler. Ler, quase como respirar, é nossa função essencial.”
Alberto Manguel
Alberto Manguel
“Pode existir sociedades sem escrever, mas nenhuma sociedade pode existir sem ler.”
Se as duas frases anteriores são afirmativas, por que nossos educandos, e em alguns momentos, nós mesmos, demonstramos aversão pela leitura?
Inicialmente vamos refletir sobre nossas experiência de leitura:
Que tipo de leitura você aprecia e costuma ler?
Quais foram suas leitura inesquecíveis e prazerosas?
Quais deixaram um gosto amargo ou foram incompreensíveis?
E as leituras realizadas na escola? Quais eram seus objetivos? Como eram realizadas?
Agora podemos pesar um pouco acerca da falta de "intimidade" de nossos educandos com a leitura:
A realidade vivenciada atualmente, é fruto de um logo processo histórico, no qual o acesso à leitura era privilégio de poucos, poís a mesma era concebida como um síbolo de poder e sacralidade.
Na Antigüidade grega a escrita é colocada a serviço da cultura oral e da conservação do texto, onde a leitura era feita por poucos alfabetizados. A partir da época helenística, a literatura passa a depender da escrita e do livro, cujo formato padrão era o volumen ou rolo, dando início à uma nova organização na produção literária. Surgem as grandes bibliotecas helenísticas que representavam muito mais sinais de grandeza e de poder, do que propriamente a difusão da leitura.
Roma herda do mundo grego a estrutura do volume e as práticas de leitura. A leitura é um hábito exclusivo das classes privilegiadas, dando origem às bibliotecas particulares, símbolos de uma sociedade culta. O códex, um livro com páginas, substitui o rolo a partir do século II d.C, e essa transformação do livro trás em si, novas práticas leitoras.
Durante a Idade Média, a prática da leitura concentrou-se no interior das igrejas, das celas, dos refeitórios, dos claustros e das escolas religiosas, geralmente restritas às Sagradas Escrituras. Com o códex, na Alta Idade Média surge a maneira silenciosa de ler, sobretudo textos religiosos que exigiam uma leitura meditativa.
Entre os séculos XI e XIV, quando renascem as cidades e com elas as escolas, desenvolvendo a alfabetização, surge uma nova era da história da literatura, pois o livro passa a representar um instrumento de trabalho intelectual, de onde chega o saber. Ao mesmo tempo inovam-se os modelos de biblioteca, cujo espaço organizado e silencioso é destinado à leitura.
Devido ao desenvolvimento econômico e social, aumentou a necessidade de instrução da população. Com isso, a implantação de escolas públicas gradativamente passou a crescer.
E nós?
O que estamos propondo aos nossos alunos que também são privados, em muitas situações, das vivências sociais da leitura?
Estamos possibilitando a eles o acesso à este bem cultural de forma significativa e prazerosa?
É preciso repensar-mos nossas práticas!
A leitura na escola, assim como na sociedade, precisa ter significado. E nesse sentido algumas propostas podem mobilizar os alunos para participar de vivencias onde a leitura se faça presente:
Mar de história;
Projeto fotonovela e história em quadrinhos;
Projeto cartão-postal;
Projeto leitor público – contador de história;
Projeto teatro na escola e na comunidade;
Leitura de clássicos da literatura;
Casa do escritor;
Saraus literáreos, dentre outras.
Mar de história;
Projeto fotonovela e história em quadrinhos;
Projeto cartão-postal;
Projeto leitor público – contador de história;
Projeto teatro na escola e na comunidade;
Leitura de clássicos da literatura;
Casa do escritor;
Saraus literáreos, dentre outras.
"A leitura é uma fonte inesgotável de prazer mas por incrível que pareça, a quase totalidade, não sente esta sede.“
Carlos Drummond de Andrade
Vamos juntos mudar essa realidade!
